Fundação do ABC - Organização Social de Saúde

Comunidade On-line

Busca:

Medicina ABC fecha parceria com Projeto Rondon

Brinquedoteca do CSE diverte e educa

Maior congresso médico-universitário do País, nesta semana

Hemoterapia do Irmã Dulce com ISO 9001

Hospital Bertioga recebe voluntários do Grupo Vivência

Oncologia Pediátrica da FMABC inaugura turno vespertino

CAISM São Bernardo comemora 20 anos.

S. Bernardo inicia Hospital de Clínicas e reformula a saúde

Gestantes podem conhecer Hospital Nardini em Mauá

Hospital Nardini-FUABC reformula a rotina de nutrição enteral

HMU, HE e PS certificados como hospitais de ensino

Nota de pesar - Falece professor Iglair Pinho

Em reforma, Cacon do HE quer ser referência

“Hospital Saudável” faz exames em funcionários do Irmã Dulce

Feira de Saúde fará 18 mil atendimentos

'Irmã Dulce' promove palestras abertas sobre Nutrição

Encontro de Mulheres FUABC supera expectativas

SUS eficiente não dispensa parcerias com OSS

17 cursos de pós-lato sensu na FMABC

1ª cirurgia de ortopedia do Hospital Nardini-FUABC

Doutorado FMABC é inédito na região

FUABC-FMABC reforçam McDiaFeliz

Hospital Irmã Dulce se prepara para receber residentes

São Caetano e FMABC em campanha de pele

São Caetano debate medicina de urgência

FMABC apóia Semana da Farmácia de Santo André

Irmã Dulce-FUABC marca 2º ano com Simpósio Científico

Estudo analisa movimento negro em relação à saúde

Mário Covas inaugura Cuidados Intermediários

Prefeitura e FUABC entregam obras no Hospital Nardini

Hospital Bertioga presta contas à comunidade nesta terça (27)

FUABC gera mais de 1,2 mil empregos no Litoral

Poupatempo da Saúde de Santo André quase pronto

Empossada primeira CIPA do Hospital Bertioga

Hospital Nardini reativa 24 leitos neste mês

Capelania e Pastoral oferecem apoio religioso no Irmã Dulce

Trabalho sobre dengue vence mostra de vídeos

S.Caetano-Oftalmologia FMABC entregam 83 óculos

Aumentam doações de órgãos no Irmã Dulce

Mário Covas homenageia meio ambiente plantando árvores

Bertioga anima pacientes com Turma da Alegria

Dermatologia da Medicina ABC é referência em emergências

Hospital Mário Covas faz mutirão cirúrgico Chega de Ronco

Hospital da Mulher inaugura Centro de Estudos

Irmã Dulce debate Código de Ética e transplantes

Um ano de Pet Terapia no Irmã Dulce

Poliesportivo de volta, reformado e ampliado

São Bernardo abre 2ª UPA

Empresários lançam Amigos do Nardini

Bertioga elege primeira CIPA

Urologia debate temas mundiais no Grande ABC

Livro Humanização- Lançamento nesta quinta-feira

H. Bertioga contrata reagentes e insumos-Lab. Bioquímica

Reinauguração do Poliesportivo dia 12. Compareça!

Hospital da Mulher capacita servidores de Santo André

Música nos Hospitais se apresenta no Mário Covas

Assembléia Legislativa faz homenagem a prof. da FMABC

Irmã Dulce faz nova captação para transplante

AME Praia Grande no Combate ao Glaucoma

FMABC busca voluntários para estudar gripe suína

Semana de Enfermagem repleta de atividades

Dermatologia em congresso italiano de transplante de cabelos

Hospital Estadual Mário Covas recebe certificação ONA

TCCs de Dermatologia estimulam pesquisa científica

AME comemora Dia da Enfermagem

Irmã Dulce incentiva aleitamento com projeto “Mamãe Consciente”

FUABC divulga empresa vencedora em Fibra Ótica

H. Irmã Dulce contrata serviços em Cirurgia Vascular

Bertioga implanta Enfermagem de Acolhimento e Risco

Semana de Enfermagem homenageia professora Belén

Nardini debate novo Código de Ética Médica

Bertioga salta para 12,5 mil atendimentos/mês

Extrato de guaraná diminui fadiga da quimioterapia

H. Bertioga contrata Gases Medicinais e locação de tanques e cilindros

Irmã Dulce se prepara para captar órgãos para transplante

H. Bertioga contrata gestão de vale transporte

Fórum de Prematuridade dia 22 tem participação gratuita

Professor em congresso italiano de transplante de cabelos

H. Bertioga contrata reagentes e insumos- Lab. Sorologia

Municípios passam a ofertar também remédio de alto custo

H. Bertioga contrata reagentes e insumos-Lab. Hematologia

FUABC contrata empresa especialiazada em Fibra Ótica

Irmã Dulce faz curso sobre doação de órgãos

Irmã Dulce recicla 3 toneladas de descarte

Mutirão oftalmológico para crianças

Cepho debate novos tratamentos em câncer

Mário Covas em fase final rumo ao selo Gestão de Qualidade

Hospital Bertioga contrata empresa de Vale Alimentação

Faculdade de Medicina organiza Jornada do Trabalhador da Saúde

Ligas de Telemedicina realizam webconferência

Coleta de Preços: Serviços de Obras Civis

Sorrir é Viver tem apoio da Lei Rouanet

Prêmio internacional para estudo do coração

Núcleo de Aprendizagem eleito Centro de Referência

‘Irmã Dulce’ recebe selo Ouro em esterilização

FUABC planeja residentes de neurologia no Irmã Dulce

Manhã de integração no AME

DAP completa 10 anos com planos de ampliar atuação social

Cesco diploma 146 agentes de saúde para São Bernardo

Irmã Dulce implantará Hemodiálise

  • Tamanho do Texto
  • Aumentar o tamanho do texto
  • Diminuir o tamanho do texto

Quase 45 por cento das mulheres vítimas de agressão sexual têm entre 10 e 19 anos

Quase  45 por cento das mulheres vítimas de agressão sexual têm entre 10 e 19 anos

Estudo alerta para os perigos da demora na busca por atendimento médico, o que aumenta o risco de contaminação pelo HIV
 


     Quanto tempo uma vítima de violência sexual leva para procurar atendimento em serviço de saúde especializado? Foi esse o questionamento que motivou a professora de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC (SP), Dra. Maria Auxiliadora Vertamatti, a desenvolver estudo retrospectivo com 439 casos de mulheres atendidas pelo Programa de Atenção à Violência e Abuso Sexual de São Bernardo do Campo (PAVAS-SBC) entre 2000 a 2007. O resultado do levantamento detalhado foi retratado em forma de dissertação de mestrado, que acaba de ser aprovada em defesa na própria FMABC. Intitulado “Fatores associados ao tempo de chegada de mulheres ao serviço de saúde após violência sexual”, o trabalho procura descrever características sócio-demográficas e clínicas das vítimas de violência sexual e a associação com o tempo decorrido entre a agressão e a chegada ao serviço de saúde.


 
     Do universo de 439 mulheres estudadas, 44,4% estavam na faixa entre 10 e 19 anos, enquanto 47,3% tinham entre 20 e 39 anos. Em relação ao tempo, 374 (85,19%) vítimas chegaram em até 72 horas ao hospital e 65 (14,81%) após esse período. “A infecção pelo HIV é a grande preocupação para mulheres agredidas sexualmente. Trabalhos indicam risco de infecção entre 0,8 e 2,7% nesses casos, com variações segundo condições como tipo de exposição sexual (anal, vaginal ou oral), número de agressores, suscetibilidade da mulher, traumatismos ou lesões genitais associados, carga viral do agressor e, principalmente, o tempo decorrido entre o contato com indivíduo infectado e o início das medicações profiláticas”, explica a autora do estudo, que detalha: “Há consenso na literatura de que a profilaxia anti-HIV deve ser iniciada o mais precocemente possível. O vírus chega à circulação sanguínea após cerca de 48 horas do contato sexual. Consideramos 72 horas como limite aceitável, dentro do qual as drogas antirretrovirais ainda podem exercer efeito protetor”.


 
     Segundo Dra. Maria Auxiliadora Vertamatti, o desconhecimento desses detalhes técnicos pode ter contribuído para que quase 15% das mulheres pesquisadas chegassem após 72 horas, impossibilitando cuidados mais apropriados. De acordo com o trabalho, o crime mais frequente foi o coito vaginal (43,9%), enquanto a penetração oral foi exclusiva em 8,9% e a anal em 3,6%. A associação de dois ou mais crimes ocorreu em 31,4% dos casos. Em 11,9% das mulheres, mais de um agressor esteve envolvido na agressão.


 
     Pudores e tabus ainda atrapalham: Entre os resultados obtidos, a violência por agressor conhecido está entre os que mais chamam a atenção. Cerca de 15% das vítimas sofreram traumas genitais, enquanto 18,6% apresentaram trauma extragenital. O agressor era conhecido em 18,4% dos casos e 62,4% compareceram à delegacia para registrar queixa policial. “O fato de o agressor ser conhecido atrasa a busca pelo serviço de saúde. Além do constrangimento e humilhação experimentados pela vítima, o medo de retaliação do agressor – que poderia reencontrá-la facilmente – pesa mais que o medo de gravidez e infecções”, alerta a professora da FMABC.


 
     Por outro lado, a análise estatística do estudo indicou a presença de trauma não genital e a denúncia policial como fatores de proteção, fazendo com que a paciente chegasse em tempo hábil para as profilaxias. A suposição natural é de que profissionais das delegacias e pronto-socorros tenham encaminhado os casos pós-agressão sexual com maior brevidade ao serviço de referência. “Ficamos espantados ao constatar que traumatismos genitais não tenham servido igualmente como fator de proteção. Pudores e tabus sociais tornam mais difícil à vítima exibir injúrias em sua intimidade, como lacerações e sangramentos vulvares ou vaginais”, lamenta a pesquisadora.


 
     Políticas públicas para capacitação, divulgação e integração entre os setores envolvidos na abordagem da violência sexual podem reduzir as complicações decorrentes da agressão. O combate ao problema da violência sexual, seja contra a mulher ou a criança, requer ações integradas das áreas de educação, justiça, ação social e sociedade civil, além da saúde, a quem compete o atendimento de urgência com intuito de proteger a vítima de riscos de gravidez, doenças de transmissão sexual e danos psicológicos.


Data de publicaçãoPublicação: 14/12/2009
Clique para imprimir o conteúdo desta página Clique para indicar a notícia


Imagens Fundação ABC Imagens Fundação ABC Imagens Fundação ABC Imagens Fundação ABC

Copyright © 2009 - Fundação do ABC - Av. Príncipe de Gales, 821 - Santo André - Tel.:(11) 2666-5400 - Todos os Direitos Reservados    |    Produzido por PictureWeb